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6 dicas do que levar na mala de viagem ao Japão

Nada de conselhos como “use roupas leves no verão” ou “leve sapatos confortáveis”: aqui você vai encontrar dicas preciosas que fui aprendendo com o tempo no Japão – muitas vezes depois de passar por alguns perrengues!

1. Desodorante

A maioria dos japoneses não usa desodorante e, se usam, é só um “cheirinho” – nada muito power que vá controlar a transpiração. Até existem desodorantes de marcas ocidentais no Japão, mas eles não são tão fáceis de encontrar por aí. Descobrir onde comprá-los em Tóquio foi o final feliz do que eu chamo de Peach e a saga do desodorante. Assim que o meu acabou, comprei um spray de uma marca japonesa que tinha cheirinho de peach (haha), que, logo, percebi que não era ~ tão eficaz ~ (cairia bem numa boneca). Daí comprei numa konbini um roll-on que me deu uma alergia danada, me deixando toda empipocada, com uma coceira que ia até o couro cabeludo. Depois de jogá-lo no lixo, percorri inúmeras lojas (de conveniência, de cosméticos, de artigos em gerais, até mesmo a Donki) sem sucesso, até que tive uma ideia: dar uma olhada numa mega loja de departamentos SÓ de cosméticos coreanos lá em Shin-Okubo. Os produtos coreanos têm fama de serem super bons e inovadores, então seria mais do que óbvio que eu encontraria um desodorante que me deixasse cheirosinha sem me causar urticária. SÓ QUE NÃO. Assim como os japoneses, os coreanos não têm a necessidade de apelar para químicos para contornar aquele problema que a gente chama carinhosamente de “cheiro de corpo”. O final feliz apareceu sob o nome de REXENA, que logo reconheci como sendo a versão japonesa do Rexona, encontrado num cesto de vime no chão de uma loja de cosméticos em Nishi-Shinjuku, quando já estava quase perdendo as minhas esperanças.

2. Meias apresentáveis

Que os japoneses tiram os sapatos antes de entrar em casa todo mundo sabe. Mas o que talvez a gente não tenha em mente é que esse hábito se estende para locais públicos como templos e alguns museus (se forem dentro de construções tradicionais), e também para festinhas na casa de amigos. Ou seja, nada de incluir aquelas “meias furadas que ninguém vai ver” na mala. A não ser que você realmente não se importe se a pessoas as vejam! Isso me faz lembrar desta sub-dica: não adianta colocar aqueles sapatos lindos ou aquelas botas arrasadoras na hora de montar um look quando forem convidados para uma festa no apartamento de alguém. Os calçados continuarão lindos e arrasadores na entrada da casa, no meio de um amontoado de sapatos dos outros convidados (been there, done that).

3. Sapatos fáceis de tirar e pôr

Imaginem ficar três dias batendo perna em Kyoto, entrando e saindo de templos umas 12x/dia, tendo que desamarrar e amarrar um par de COTURNOS em cada vez. Sim, essa sou eu (felizmente, hoje temos essa moda dos slip-on).

4. Para mulheres: blusas mais recatadas

Looks da marca Niko and…

O verão de 40°C no Japão parece bem convidativo para regatas, blusas de alcinha, ombros de fora e muita pele à mostra. Mas, para as mulheres, não pega bem no Japão mostrar o colo e os ombros – e eu, mais uma vez, só fui aprender isso na prática. Então, mulherada, levem aquelas blusinhas menos decotadas ou carreguem um casaquinho bem leve só pra jogar nos ombros e não ofender os padrões morais dos japoneses.

5. Cartões de visita

Fonte: GaijinPot

Por mais que a viagem não seja focada em business, leve um punhado de cartões de visita caso você tenha alguma intenção de fazer contatos que possam virar contatos profissionais (imagina que você trabalha com fotografia e acaba conhecendo a dona de uma galeria bacana, por exemplo). Os japoneses apreciam demais esse pequeno ritual de troca de cartões e nunca se sabe quando um simples bate-papo pode se tornar num futuro projeto juntos. Importante: segure o cartão sempre com as duas mãos (tanto na hora de oferecer o seu quanto ao aceitar o da outra pessoa) e, na hora da entrega, curve-se um pouco e preste atenção para que o texto esteja virado no lado certo de quem o recebe. Se a viagem for a trabalho, estar munido de um generoso bolinho de cartões é obrigatório. Para saber mais sobre a etiqueta do meishi koukan (troca de cartões), dá uma olhada neste artigo do Gaijin Pot.

6. Adaptador de tomada

Essa dica pode parecer bobagem para quem já é escolado em viagens e carrega um adaptador universal de tomadas – diferente de mim, na minha primeira ida ao Japão. Minha missão logo no primeiro dia foi aprender a falar “adaptador de tomadas” em japonês e bater perna atrás de um. A tensão é de 100V a 127V e a tomada no Japão é no formato para dois pinos paralelos achatados:

Gostaram das dicas? Aprendam com os meus erros (e ignorância) e aproveitem melhor a viagem! 😉

Post inspirado numa sugestão da leitora Kátia Campos 🙂 (se tiverem outros conselhos, compartilhem nos comentários!)

Produtora de conteúdo interessada em cultura e artes, juntei meu fascínio pelo país de origem dos meus avós com a minha paixão por compartilhar histórias para criar o Peach no Japão. Aqui vocês encontrarão devaneios sobre cultura japonesa, histórias de viagem e dicas que não estão nos guias 😉
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