Onde encontrar wi-fi no Japão?

Se tivesse escrito esse post uns anos atrás, já avisaria de antemão que essa seria uma tarefa um pouco complicada. Mas, hoje em dia, minha resposta é: em muitos lugares!

Inspirada por um desabafo do Carlos Kato, um dos colaboradores da coluna Tabeteimasu, resolvi listar alguns desses locais. Só pra resumir, o Carlos fez um alerta em seu facebook sobre as informações equivocadas que divulgam por aí sobre o Japão, como foi o caso de uma jornalista que, no mês passado, relatou na rede social sua dificuldade em encontrar wi-fi aberto no país, a começar por Tóquio.

Na última vez que estive no Japão, entre abril e maio de 2016, tive uma impressão completamente diferente. Pude me virar muito bem, obrigada, acessando redes de lojas de conveniência, Starbucks, estações de trem e de metrô. Alguns anos atrás isso já era possível, mas a oferta era mais limitada. Só para vocês terem uma ideia, o próprio Carlos, que está há mais de 10 meses morando no país, não vê necessidade de ter um plano de dados no celular.

Talvez o cadastro inicial requerido por muitas redes de wi-fi passe essa impressão de que não sejam liberadas. Não basta simplesmente clicar no maravilhoso ícone de wi-fi sem cadeado que, PLIM, você estará conectado(a). Mas, passada essa fase inicial que vai te consumir só alguns minutinhos, os acessos seguintes serão muito mais simples e rápidos.

Vamos lá a algumas dicas:

Lojas de conveniência

Family Mart (Famima, para os íntimos), 7-Eleven, Lawson’s… Não vou dizer que todas, mas muitas konbinis oferecem sinal de wi-fi e, para acessá-lo, basta cadastrar um endereço de email. Para facilitar a vida dos estrangeiros, as informações estão disponíveis em inglês – mas, se tiver qualquer dificuldade, os gentis funcionários poderão te ajudar.

Estações de trem da JR e de metrô

A companhia de trem JR oferece wi-fi em muitas estações no Japão todo. Basta procurar pelas redes “JR West Free Wi-fi“,”JR East Free Wi-fi“, ou outras dependendo da região onde estiver. A rede east é mais fácil de usar, basta apenas cadastrar um endereço de email. No caso da west, é necessário seguir o passo-a-passo que consta no link.

Em Tóquio, é possível se conectar em todas as estações JR da linha Yamanote. Geralmente, o sinal fica disponível perto das catracas. Na metrópole, também é possível se conectar nas estações de metrô – tanto da rede Toei (logo verde), quando do Metro (logo azul).

Cafés, lanchonetes, shopping centers 

O Starbucks, o café Tully’s e McDonald’s também oferecem wi-fi gratuito. No geral, o passo-a-passo é bastante intuitivo (com opção em inglês), mas em caso de dúvida, cliquem nos links que as instruções constam lá. Shoppings e grandes centros comerciais como Aeon e Marui (conhecido também como OIOI :P) são outros lugares com redes abertas.

Centros de Informações Turísticas

Em cada cidade, normalmente há um escritório do Tourist Information Center bem perto da estação principal. Neles, além de mapas e de outras informações, é possível obter um código de acesso aos pontos de wi-fi da cidade, que vale por 14 dias. É necessário apresentar o passaporte e é válido apenas para os turistas.

***DICA QUE VALE OURO!***

Baixem o aplicativo “Japan Connected Free Wi-Fi“, pois ele vai facilitar bastante a sua vida. Ele localiza pontos de wi-fi abertos da área onde você estiver e quando você escolhe qual deseja acessar não é necessário entrar com seu email/login nos pontos onde vc já tiver registro.

Num intervalo de dois anos (de 2014 a 2016), vi que o Japão se agilizou em muitas questões para melhor acolher os turistas. Além de aumentar drasticamente a oferta de wi-fi, eles também têm investido na sinalização em alfabeto romano. Estamos em 2017, mas sinto que muuuita coisa ainda pode mudar até 2020, ano em que esperam receber 40 milhões de turistas (o dobro do total de 2015) – muitos deles, claro, de olho nos Jogos Olímpicos.

E, pessoalmente, não é o fim do mundo não ter internet nos restaurantes ou mesmo no quarto do hotel. A viagem (ou vida) pode ficar muito mais leve, interessante e produtiva! 😉

Agradeço ao Carlos por me ajudar a levantar essa relação e, caso vocês tenham outras dicas para contribuir na atualização deste post, deixem nos comentários!

 

Produtora de conteúdo interessada em cultura e artes, juntei meu fascínio pelo país de origem dos meus avós com a minha paixão por compartilhar histórias para criar o Peach no Japão. Aqui vocês encontrarão devaneios sobre cultura japonesa, histórias de viagem e dicas que não estão nos guias 😉
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Produtora de conteúdo interessada em cultura e artes, juntei meu fascínio pelo país de origem dos meus avós com a minha paixão por compartilhar histórias para criar o Peach no Japão. Aqui vocês encontrarão devaneios sobre cultura japonesa, histórias de viagem e dicas que não estão nos guias ;)

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