Um santuário minimalista e o charme de Kagurazaka | vídeo

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Um dos bairros mais charmosos da capital japonesa acolhe duas obras do arquiteto Kengo Kuma, autor do projeto do estádio olímpico de Tóquio 2020

A primeira vez que estive em Kagurazaka, há pouco mais de dois anos, foi por causa da Taiyo Record, loja de discos do casal de músicos Ryosuke Itoh e Shiho, que entende tudo de música brasileira. Fiquei tão encantada com a história da loja, focada só em títulos brasileiros e argentinos, que resolvi fazer uma entrevista com o Itoh-san para o canal Sem Fio.

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Ainda com a melodia de “O Barquinho” na cabeça, dei uma volta pelo bairro e me dei conta de todo o charme da região, conhecida como o “bairro francês” de Tóquio. Mesmo com as inúmeras opções de bistrôs, boulangeries e patisseries, Kagurazaka mantém um espírito de “bairrinho japonês”- coisa que eu adoro descobrir na cidade.

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Nessa segunda passagem pelo Japão, voltei para lá por indicação do meu amigo Mizuaki, aquele que me levou pra conhecer sobre a arte do bonsai e pra ver o lendário fotógrafo Nobuyoshi Araki de pertinho. Mizuaki, amante de arquitetura como eu, me recomendou uma visita ao santuário Akagi (Akagi Jinja), que fica bem perto da Taiyo.

Este santuário xintoísta do século XIV passou por uma reconstrução em 2010, sob o comando de Kengo Kuma, arquiteto japonês bem conhecido no cenário contemporâneo. Fiquei muito curiosa pra ver como seria um santuário japonês projetado no século XXI e o escolhi para ser uma das obras dos vídeos sobre Turismo + Arquitetura (aliás, ainda não se inscreveu no canal? se inscreve lá :)).

Chegando em Kagurazaka, aproveitei pra falar um oi pro Itoh-san, que, por sua vez, me recomendou uma visita a um espaço novo e super estiloso do bairro, chamado La Kagu. Um depósito usado nos anos 60 foi transformado numa loja de móveis, roupas e livros, café e espaço para palestras. E adivinhem quem conduziu a reforma?

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Pois é, o Kengo Kuma está bombando ultimamente e não é só por causa dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. No ano que vem, São Paulo vai ser presenteada com uma obra dele –  mas esse papo eu vou deixar mais pra frente 😉

Vamos então para a segunda parte do vídeo Turismo + Arquitetura?

Correção: no vídeo, às vezes me refiro ao Akagi como templo. O termo mais correto, por ser uma construção xintoísta, seria santuário. Se fosse budista, templo seria o mais adequado.

Aqui vão as indicações de como chegar nesses lugares:

Estação Kagurazaka: só uma linha de metrô passa por essa estação, a Tozai (azul clara). Ela fica entre Waseda e Iidabashi. Saindo de Shinjuku, por exemplo, dá pra pegar da linha de trem Yamanote até Takadanobaba (2 paradas) e trocar para a linha Tozai. De lá, são outras 2 paradas pra chegar em Kagurazaka.

Akagi Jinja: Pegue a saída 1 da estação, caminhe para a esquerda na avenida, vire logo na primeira rua à esquerda que você verá o tori vermelho, indicando a entrada do santuário. Mapa: https://goo.gl/maps/xQfSUK9c5nL2

La Kagu: Fica em frente à saída 2 da estação, no alto de uma escadaria. Mapa: https://goo.gl/maps/ZG68iWHoJvs

Taiyo Record: Pegue a saída 2, caminhe para a direita e entre na primeira rua à direita. Ande até o final, que ela fará um L. A Taiyo é uma das primeiras casas dessa rua. Mapa: https://goo.gl/maps/RrfiK2criyB2

 

 

Produtora de conteúdo interessada em cultura e artes, juntei meu fascínio pelo país de origem dos meus avós com a minha paixão por compartilhar histórias para criar o Peach no Japão. Aqui vocês encontrarão devaneios sobre cultura japonesa, histórias de viagem e dicas que não estão nos guias 😉
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